Olá pessoal , sejam bem vindos ao meu novo Blog ,aqui irei postar assuntos relacionados à Arte Musical ,etc. Este Blog tem também a finalidade de criar um Fórum sobre temas relacionados.
Grato, Marcelo Caetano de Jesus.
29.08.2012
José Maurício Nunes Garcia nasceu no Rio de Janeiro no dia 22 de setembro de 1767, filho de um fazendeiro branco, Apolinário Nunes Garcia e uma filha des escravos, Vitória Maria da Cruz. Sua inclinação para a música veio desde a mais tenra idade. Teria aprendido as primeiras noções com um músico mineiro chamado Salvador José de Almeida Faria. Aos 16 anos, teria composto sua primeira obra, chamada Tota Pulchra Es Maria, uma antífona [uma peça musical executada por dois coros semi-independentes, interagindo um com o outro, às vezes cantando frases alternadas]. Numa sociedade onde poderia sofrer preconceito por ser filho de escrava, José Maurício iniciou-se padre e após sua ordenação em 1792, tornou-se mestre-de-capela. Nesse peíódo, teria composto outras de suas obras e era o organista da congregação. Com a chegada da Família Real portugûesa, José Maurício caiu nas graças de D. João VI, príncipe regente, um apreciador contumaz da boa música. Ele foi Mestre da Capela Real, formada por músicos locais e europeus. De 1808 a 1811, o jovem padre teria composto cerca de 70 obras mas não escapou do preconceito dos membros da corte que considerava a cor de sua pele "um defeito visível". Como que em resposta a isso, ele acabou perdendo sua função para Marcos Portugal, um dos mais destacados compositores portugueses de seu tempo. Isso não diminiu o apreço de D. João a seu protegido que consinuou tendo-o sob sua tutela. Em 1816, compôs um requiem em homenagem a D. Maria I , rainha de Portugal que tinha falecido naquele ano. Nesse mesmo ano, conheceu o compositor austríaco Sigismund Neukomm de quem ficou muito amigo. Por conta dee seus prestígio, José Maurício dirigiu as estréias, em terras brasileiras, do Requiem de Mozart (1819) e A Criação de Haydn (1821). A volta da Família Real a Portugal também significou o fim de toda aquela efervescência cultural, aliado à crise financeira instaurada após a Independência do Brasil. As atividades de José Maurício começaram a escassear, dada a gravidade de seu estado de saúde. Já não tinha mais a ajuda financeira da corte, uma vez que ela não existia mais. Sua última obra foi a Missa de Santa Cecília. Elel morreu no dia 18 de abril de 1830 e deixou 5 filhos [fato inusitado para um padre], dos quais reconheceu apenas um. Digno de nota foi o caso de plágio envolvendo o padre José Maurício e um de seus discípulo, Francisco Manuel da Silva. O caso foi levantado por pesquisadores contemporâneos que descobriram que o Hino Nacional Brasileiro, cuja música havia sido composta por seu aluno, teria trechos plagiados de uma obra de José Maurício, Matinas de Nossa Senhora da Conceição. Mas controvérsias à parte, o padre José Maurício é considerado um dos 3 grandes vultos da música erudita brasileira ao lado de Carlos Gomes e Villa-Lobos. Para conhecer mais sobre a obra deste gênio da música e outros grandes compositores nacionais, acesse: http://www.musicabrasilis.com.br/ Fonte: Wikipedia http://www.luteranos.com.br/101/coral/artigos6.htm
Ernesto Nazareth, considerado o fixador do Tango-Brasileiro, o Rei do Tango, nasceu no Rio de Janeiro, em 20.03.1863 e faleceu nessa mesma cidade, em 04.02.1934. Começou os estudos de piano com sua mãe, Carolina da Cunha Nazareth. Com a morte de sua mãe, em 1873, passou a estudar com Eduardo Madeira.
Em 1877, estudando no Colégio Belmonte - foi colega de Olavo Bilac - iniciou suas composições. Sua primeira música foi a polca-lundu "Você Bem Sabe," dedicada a seu pai, Vasco Loureiro da Silva Nazareth. O professor, encantado com a obra, mostrou-a a Arthur Napoleão, que a editou e divulgou.
Teve ainda aulas de piano com Lucien Lambert e se tornou profissional. Compunha, lecionava e vivia do piano. Suas partituras era vendidas aos milhares, mas não lhe garantiam a sobrevivência, pela falta de ordenamento dos direitos autorais.
Em 14 de julho de 1886, casou-se com Teodora Amália de Meireles, e a ela dedicou a Valsa Dora, inédita até então.
Ernesto Júlio de Nazareth (Rio de Janeiro, 20 de março de 1863 — Jacarepaguá, 1º de Fevereiro de 1934) foi um pianista e compositor brasileiro, considerado um dos grandes nomes do "tango brasileiro" ou, simplesmente, choro.
"Seu jogo fluido, desconcertante e triste ajudou-me a compreender melhor a alma brasileira", disse o compositor francês Darius Milhaud sobre Ernesto Nazareth, carioca que fixou o "Tango brasileiro" e outros gêneros musicais do Rio de Janeiro de seu tempo.
Estudou música com os professores Eduardo Madeira e Lucien Lambert. Intérprete constante de suas próprias composições, apresentava-se como "pianista em salas de cinema, bailes, reuniões e cerimônias sociais.
"Brejeiro," composto em 1893, uma de suas composições mais famosas, é considerado o marco do tango brasileiro.
Em razão de dificuldades financeiras, Nazareth vendeu os direitos dessa peça para a Editora Fontes e Cia. por 50.000 réis, o qual chegou a ser gravado pela banda da Guarda Republicana de Paris.
Embora tenha composto obras as quais denominou de tango-brasileiro, Nazareth fazia uma diferenciação entre o choro e o tango-brasileiro, esta por ele considerada música pura.
Seus tangos-brasileiros têm a indicação metronômica de M.M. semínima igual a 80 batidas, já no choro, a indicação é de 100 batidas.
Para mostrar essa diferença, Nazareth compôs o choro "Apanhei-te Cavaquinho." Foi uma das únicas composições que ele considerou como choro. O mesmo entendimento tinham Chiquinha Gonzaga, Antonio Calado, Alexandre Levy e outros.
Assim como Rachmaminoff, Nazareth tinha as mãos muito grandes, o que lhe facilitava compor e tocar acordes acima de uma oitava, o que torna difícil a interpretação de sua obra, no piano, por aqueles cujas mãos tem um tamanho normal.
Em 1898 realizou seu primeiro concerto no salão nobre da Intendência de Guerra, por iniciativa do Clube São Cristovão, do Rio de Janeiro. Trabalhou no Tesouro Nacional, como escriturário.
De 1910 a 1913, e de 1917 a 1918, trabalhou na sala de espera do antigo Cinema Odeon (anterior ao da Cinelândia), onde muitas personalidades ilustres iam àquele estabelecimento apenas para ouvi-lo. Em 1910 já compusera o tango-brasileiro "Odeon," inspirado naquele cinema. Em 1917, atuou como pianista na sala de espera do Cine Odeon, que foi por ele inaugurado. As pessoas lotavam para ouvi-lo tocar, mais do que propriamente para ver o filme.
Em 1917 morre sua filha, Maria de Lourdes, considerado
o primeiro abalo dos inúmeros que Ernesto enfrentou.
Em 1919 começou a trabalhar na Casa Carlos Gomes (mais tarde Carlos Wehrs). Executava as partituras que os fregueses se interessavam em comprar.
Compôs fox-trots, sambas e até marchas de carnaval, por um breve período, em 1920.
Em 1922 interpretou "Brejeiro," "Nene," "Bambino" e "Turuna" no Instituto Nacional de Música, por iniciativa de Luciano Gallet.
Participou como pianista, em 1923 da inauguração da Rádio M.E.C. (antiga Rádio Sociedade do Rio de Janeiro).
Durante quase todo o ano de 1926 apresentou-se em São Paulo, capital e interior. Seus admiradores se uniram e deram-lhe um piano italiano de cauda Sanzin, que faz parte do acervo do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro.
Nessa ocasião, Mário de Andrade fez uma conferência sobre sua obra na Sociedade de Cultura Artística, de São Paulo/SP.
Retornou ao Rio de Janeiro em 1927, já apresentando sinais da surdez.
Em 1929, morre sua mulher, o que lhe provocou profundo
abalo.
Gravou para a fábrica Odeon, em 1930, o tango-brasileiro "Escovando" e o choro "Apanhei-te Cavaquinho."
Em 1932, fez várias excursões, principalmente para o sul do Brasil.
Com o agravamento da surdez, tocava debruçado sobre o piano para conseguir ouvir sua própria música.
Deixou-nos 211 peças completas para piano. E suas obras mais conhecidas são: "Apanhei-te, cavaquinho!…", "Ameno Resedá" (polcas), "Confidências", "Coração que sente", "Expansiva", "Turbilhão de beijos" (valsas), "Bambino", "Brejeiro", "Odeon" e "Duvidoso" (tangos brasileiros).
Ernesto Nazareth ouviu os sons que vinham da rua, tocados por nossos músicos populares, e os levou para o piano, dando-lhes roupagem requintada.
Sua obra se situa, assim, na fronteira do popular com o erudito, transitando à vontade pelas duas áreas. Em nada destoa se interpretada por um concertista, como Arthur Moreira Lima, ou um chorão como Jacob do Bandolim.
O espírito do choro estará sempre presente, estilizado
nas teclas do primeiro ou voltando às origens nas cordas do segundo. E é esse espírito, essa síntese da própria música de choro, que marca a série de seus quase cem tangos-brasileiros, à qual pertence "Odeon".
Em 1933, apresentou graves perturbações mentais e foi internado no Instituto Neurosifilis da Praia Vermelha,
sendo posteriormente transferido para a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá/SP.
No dia 1 de fevereiro de 1934, Nazareth fugiu do manicômio e só foi encontrado três dias depois, morto por afogamento em uma cachoeira próxima.
Dele, disse Villa-Lobos: "Suas tendencias eram francamente para a composição romântica, pois Nazareth era um fervoroso entusiasta de Chopin."
Querendo compor à maneira do mestre polonês e não possuindo a capacidade necessária para uma perfeita assimilação técnica, fez, sem o querer, coisa bem diferente e que nada mais é do que o incontestável padrão rítmico da música social brasileira. De qualquer maneira, Nazareth é uma das mais notáveis figuras da nossa música.
Foi lançado o CD-Rom Ernesto Nazaré, o Rei do Choro (selo CD-Arte), com mais de 300 imagens do compositor, depoimentos, notas, discografia, músicas, além de um álbum com 11 partituras para piano das suas principais obras.
Ernesto Nazareth significa uma caso raro de ligação entre o erudito e o popular: não é um erudito, na acepção da palavra, nem é um compositor apenas popular. Ora se percebe em sua obra um toque chopiniano, especialmente nas valsas, ora a vibração de uma polca ou de um choro entranhados do espírito brasileiro.
Alfredo da Rocha Vianna Filho ou Pixinguinha, nome que mistura o dialeto africano "Pizin Din" (menino bom), dado por uma prima, com "Bexiguinha", por ter contraído bexiga, foi um dos músicos mais importantes da fase inicial da Música Popular Brasileira (MPB). Com um domínio técnico e um dom de improvisação encontrados nos grandes músicos de jazz, é considerado o maior flautista brasileiro de todos os tempos, além de um irreverente arranjador e compositor. Entre suas composições de maior sucesso estão Carinhoso (1923), Lamento e Rosa. Neto de africanos, começou a tocar, primeiro cavaquinho, depois uma flautinha de folha, acompanhando o pai que tocava flauta. Aos 12 anos, compôs sua primeira obra, o choro Lata de Leite. Aos 13, gravou seus primeiros discos como componente do conjunto Choro Carioca: São João Debaixo D'Água, Nhonhô em Sarilho e Salve (A Princesa de Cristal). Aos 14, estreou como diretor de harmonia do rancho Paladinos Japoneses e passou a fazer parte do conjunto Trio Suburbano. Aos 15, já tocava profissionalmente em casas noturnas, cassinos, cabarés e teatros. Em 1917, gravou a primeira música de sua autoria, a Valsa Rosa, e, em 1918, o choro Sofres Porque Queres. Nessa época, desenvolveu um estilo próprio, que mesclava seu conhecimento teórico com sua origem musical africana e com as polcas, os maxixes e os tanguinhos. Aos 20 anos formou o conjunto Os Oito Batutas (flauta, viola, violão, piano, bandolim, cavaquinho, pandeiro e reco-reco). Além de ter sido pioneiro na divulgação da música brasileira no exterior, adaptando para a técnica dos instrumentos europeus a variedade rítmica produzida por frigideiras, tamborins, cuícas e gogôs, o grupo popularizou instrumentos afro-brasileiros, até então conhecidos apenas nos morros e terreiros de umbanda, e abriu novas possibilidades para os músicos populares.
Na década de 1940, sem a mesma embocadura para o uso da flauta e com as mãos trêmulas devido à sua devoção ao uísque, Pixinguinha trocou a flauta pelo saxofone, formando uma dupla com o flautista Benedito Lacerda. Fez uma parceria famosa com Vinícius de Moraes, na trilha sonora do filme Sol sobre a Lama, em 1962.
Bem-estar - A música provoca uma sensação de enorme bem-estar para o bebê ainda no útero materno.
Desenvolvimento do raciocínio - Cantigas de roda e as canções de ninar (que faziam parte do universo das crianças no passado), eram importantes no desenvolvimento de um raciocínio lógico.
Sensibilidade e percepção - A música é utilizada como instrumento pedagógico em escolas, pois desenvolve a sensibilidade musical e amplia a percepção.
Crianças rebeldes - Com a música pode-se trabalhar alguns aspectos da personalidade da criança, estimulando sua formação global. Uma criança muito rebelde, por exemplo, descarrega toda sua energia manipulando um instrumento.
Timidez - A timidez das crianças podem ser superadas em aulas de música, por exemplo, em um coral, a criança passa a sentir sua própria voz e começa a se soltar e a perceber a importância do trabalho em grupo.
Instrumentos musicais - Os instrumentos são muitos bons para desenvolver a coordenação motora e a memória.
Efeito Mozart - Há alguns anos, os cientistas debatem o chamado "Efeito Mozart". Trata-se de uma prova de que crianças ficam mais "espertas" para cálculos depois de escutar a Sonata para Dois Pianos em Ré Maior, do compositor austríaco.
Melhoram as habilidades matemáticas das crianças;
Melhor desempenho em sala de aula;
Desenvolvimento do cérebro;
Tocando um instrumento musical ajuda a tornar seu filho mais inteligente;
Atividades musicais desenvolve as habilidades intelectuais vitais nas crianças;
A música resulta em uma melhor concentração nas atividades;
Jorge Caballero, nascido em 1977 em Lima, Peru, é considerado um dos mais destacados jovens violonistas. Ele vem de uma família musical: seu pai como professor de violão e sua mãe como uma renomada cantora em Peru. Quando criança ele passou muitas noites nos bastidores dos concertos dela. Ele aprendeu a tocar violão com o pai, mas absorvia muitos conhecimentos sobre o violão escutando seu pai dar aulas. Tendo crescido num tempo em que terroristas em Peru bombardeavam as estações de eletricidade, ele criou o hábito de praticar no escuro.
Jorge Caballero estudou no Conservatório National de Lima com Oscar Zamora, brevemente ganhando muitos importantes concursos e premiações, incluindo primeira colocação no concurso do Conservatório National, no 26º concurso "Luis Sigall" no Chile, e no 1º concurso latino-americano de violão em Montevideo, Uruguay. Com 19 anos ele ganhou o prestigioso concurso Walter Naumburg em Nova York, como mais jovem ganhador e primeiro violonista a ganhar tal competição. Este triumfo levou-o a uma turnê de concertos em USA, inclusive na Alice Tully Hall em New York e na Library of Congress em Washington DC, se apresentando também como solista com orquestra.
Maravilhosa interpretação de David Fray ,dos Concertos para Piano e Orquestra de J.S.Bach :